quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Art is bullshit!



Woody Allen é um génio!

Em frases sarcásticas como "o artista cria a sua própria consciência moral", que ficaram a remoer na minha própria consciência, depois de ter visto o filme, este realizador ironiza sobre o mundo artístico e intelectual de uma forma absolutamente genial. O filme é hilariante, o enredo é de uma mordacidade que me fez derrear, mais uma vez, perante o génio.

All I don´t want for Christmas...

UFA, O NATAL PASSOU!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

à la bridget jones


Ontem, foi uma das únicas vezes em que cheguei apenas cinco minutos atrasada a um jantar...a mesa posta para dez pessoas estava vazia.

- Em que nome está a mesa?

- Não sei, mas eu encontro as pessoas...

- Mas diga-me, é fulana, é sicrano? -perguntava-me o empregado com um papel manhoso na mão.

- Sim, é essa mesmo...

- Siga-me por favor ...(sem popa e com circunstância)

- Ora veja lá, ainda não chegou ninguém...bem podia procurar...

- (sorriso amarelo a tender pro vermelho)

- Há ali revistas se quiser...

(e havia, a Hola e relativas...trouxe uma relativa.)

Sento-me, olho o relógio e a porta de entrada pela décima vez e pouso a revista numa cadeira a meu lado.

- Traga-me um martini, por favor, com azeitona.

- Aqui tem o seu martini.

- Podia trazer-me uma casca de limão?

- Uma casca de limão???

Esquecida a revista, cigarro na boca...e não tenho lume. Chega o martini com a azeitona e a casca de limão.

- Arranja -me um isqueiro, por favor?

Olhadela décima quinta para a porta de entrada.

Que mesa vazia esta..."Isto é equiparável a chegar à igreja antes do noivo!!!" - pensava eu, de mim para o meu martini só já com meia azeitona e a casca de limão..."Para a próxima vez dou mais meia dúzia de voltas antes de estacionar mesmo ao pé do restaurante!"



Estes episódios à Jones perseguem-me, como daquela vez, num casamento.

Os noivos à saída da igreja... as pétalas e arroz dançando no ar..palmas muitas!...acenos perseverantes de uma vizinha em minha direcção...aproxima-se a vizinha: Puxa o top pra cima, tás com uma mama de fora!

Umas boas horas depois, já no repasto , qual súbdita das palavras de baudelaire, choro que nem uma madalena perante uma apresentação em powerpoint dos dois pombos...


Quarenta e cinco minutos depois, chegam as segundas pessoas...

Troca de presentes como manda o figurino e :

- Não achas que estas cuecas são ENORMES??? Achavas mesmo que eu precisava de um L?

- Mas olha, é mesmo assim, isso é pra ficar na anca...eu só gosto de cuecas confortáveis...(eu e o meu sorriso agora verde caqui)


No próximo jantar, chegarei triunfante, sem véu e grinalda, uma hora depois...serei a última!!!!

Os portugueses têm destas coisas...é pras oito e meia mas nunca é pras oito e meia!!!!

TODA A GENTE SABE!
























terça-feira, 18 de dezembro de 2007

sábado, 15 de dezembro de 2007

O voo


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- Acho que chegou o momento.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

"O sentido mudo"


"Nada é mais memorável do que um cheiro(...)os cheiros detonam suavemente na nossa memória, como minas pungentes escondidas sob a capa de ervas daninhas de muitos anos de experiência. Basta tocar o rastilho de um cheiro, que se dá imediatamente uma explosão de recordações. Uma visão complexa salta da vegetação rasteira".


in "Uma história natural dos sentidos"


Confesso que quando iniciei a leitura deste livro e deparei com o olfacto logo pensei: hummmmm, começam pelo menos importante! ... se a ausência de um dos restantes sentidos pode ser extremamente incapacitadora, desta não direi o mesmo...Erro crasso!

Este sentido é o que me faz sentir com maior violência...



... O Verão da meninice pelo cheiro da terra quente molhada...


...A Infância pelo cheiro das bombocas, das bonecas de borracha...


... As Coisas contra as quais não podemos lutar pelo cheiro intenso de perfume de uma mulher que trabalhava numa Cerci...
...O Natal pelo cheiro dos pinheiros, do musgo, do nevoeiro...


... E o Teu Perfume por ser o Teu.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

o incêndio a chuva a aridez


A seca chegou este ano com a baixa precipitação (entenda-se, este ano é a constatação da impossibilidade). Mas o problema da falta de água ameaça tornar-se estrutural na sociedade portuguesa caso o processo de desertificação, que atinge já 36% do Continente, não seja travado (torna-se estrutural quando debaixo de um qualquer mesmo tecto os olhares não se beijam, nem sequer se cruzam). Os custos económicos da crescente aridez dos solos não estão ainda estimados, mas há já actividades na linha de frente das preocupações agricultura, turismo e sector energético podem sofrer graves consequências (assumo as consequências, anseio o coração de pedra) .