Imagem retirada da internet
Pergunto-me, tantas vezes, porque se apagam pessoas da nossa vida...apagá-las de uma forma leviana, banal, como se nunca lhes tivéssemos sorrido com cumplicidade...como se nunca as houvéssemos beijado...de língua e tudo!
Já o fiz...mas num tempo remoto...num tempo em que o que se fazia era inconsequente, o valor das coisas era muito pouco ou nenhum...a vida era ali e era tudo...
Agora a vida é aqui e o tempo diminuído pelo stress, toldado pela ansiedade de a viver porque não é só aqui e agora...é aqui, o que foi e o que há-de ser.
E agora tudo tem um valor...o valor que cada um lhe dá. Alguns dão-lhe muito pouco. Eu só digo que lhe dou tudo de mim.
E entristece-me apagar...de borracha branca que é a mais eficaz...coisas que se escreveram a lápis, sem carregar muito para não deixar marca...e lá vou eu ter que rasgar mais um pedaço de papel à força de tanto querer apagar.
O caderno assim fica feio.